Salário Mínimo de 2022 pode ter o maior reajuste dos últimos 6 anos; Entenda

Salário Mínimo de 2022 pode ter o maior reajuste dos últimos 6 anos; Entenda



De acordo com a Constituição Federal, o reajuste do salário mínimo de 2022 deve ser calculado com base na inflação do ano anterior. Segundo as estimativas dos economistas, 2021 deve terminar com uma inflação na casa dos 10%. Com isso, o salário mínimo deve ter um aumento próximo de R$ 100, com o valor de R$ 1.200. 

Caso a projeção esteja correta, este será o maior reajuste nos últimos seis anos. Em 2016, o governo Dilma Rousseff aumentou o salário mínimo em 11,6%.

O Ministério da Economia já aumentou a expectativa sobre a inflação três vezes. No início do ano, o índice era de 6,9%. Posteriormente foi alterado para 8,4%. O Boletim Focus, do Banco Central (BC ou Bacen), apresentou uma projeção de 9,33%, que foi divulgado na última segunda-feira (08).

Vale destacar que atualização do salário mínimo é feita pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e não pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), o principal mecanismo de análise da inflação. A previsão dos economistas é que o INPC seja de 9,1%.

Salário mínimo 2022 não terá ganho real

Apesar do aumento do salário mínimo ser o maior dos últimos anos, isso não significa que este crescimento irá melhorar as condições de vida dos brasileiros devido à falta de ganho real. 

Os economistas explicam que a atualização com base na inflação é para manter o nível de compra da remuneração mínima, uma vez que a inflação diminui o consumo das famílias. Portanto, o ganho real ocorre apenas quando o reajuste fica acima da inflação. 

O Ministério da Economia explica que o reajuste não pode ser acima da inflação porque o governo não tem os recursos necessários e isso geraria uma crise fiscal, além do rompimento do teto de gastos. 

Em relação ao Estado, o reajuste no salário mínimo afeta o pagamento das aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Visto que os segurados recebem os seus benefícios conforme o piso nacional. Assim, o governo estima que a cada real aumentado, haverá custo de cerca de R$ 315 milhões aos cofres públicos.

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