Jennifer Lawrence retoma as rédeas de sua vida e carreira – 12/11/2022 – Cinema e Séries



The New York Times

Os frequentadores do Pieces, um bar gay em Greenwich Village, costumam encontrar bebidas fortes e shows barulhentos de drag queens quando chegam lá, mas o que eles talvez não esperassem –e essa não é uma informação que conste do Yelp– era ver Jennifer Lawrence, a atriz mais famosa de sua geração, derrubando uma amiga no chão depois que esta foi derrotada em um “drinking game” musical. (Ah, e essa amiga por acaso era Adele.)

Vale ressaltar que Lawrence tampouco esperava que qualquer dessas coisas acontecesse no Pieces. O episódio ocorreu em março de 2019, não muito depois que ela começou a namorar seu agora marido, o negociante de arte Cooke Maroney, e apenas alguns meses depois de a atriz dar início ao seu projeto de tentar voltar a se movimentar pelo mundo como um ser humano normal. No apogeu incandescente de seu sucesso à frente da franquia “Jogos Vorazes“, fazer qualquer coisa em público teria requerido a presença de seguranças, mas Maroney muitas vezes convidava Lawrence para encontros em bares sujinhos, e ela não estava disposta a arruinar o clima de lugares como aqueles aparecendo com um par de guarda-costas parrudos.

O que ela descobriu, para sua agradável surpresa, é que o mundo estava disposto a permitir seu retorno sem ser esquisito demais. Foi essa a lição que Lawrence tentou transmitir a Adele quando a cantora britânica lhe mandou uma mensagem sugerindo que as duas fossem a um show, o tipo de evento em que seriam acomodadas em uma seção VIP, isoladas das massas desordeiras. Lawrence respondeu que já estava bebendo no Pieces, e sugeriu que Adele a encontrasse lá.

Adele rebateu com uma mensagem na qual perguntava: “Há pessoas lá?”.

Sim, respondeu Lawrence. Há pessoas em todos os lugares. E era essa a questão: Estar em Nova York sem às vezes se apanhar no meio de uma multidão não é realmente estar em Nova York. E fazer planos espontâneos para ir beber em algum lugar inesperado —bem, isso era ainda melhor.

E Adele aceitou o convite. As duas foram reconhecidas, e, sim, as pessoas usaram seus celulares para tirar fotos, mas ninguém se comportou de um jeito escroto ao fazê-lo, e Adele até aceitou o desafio de participar de um “drinking game” no palco (embora sua derrota tenha levado Lawrence, muito competitiva, a gritar “como é que você pôde perder?” e a jogá-la no chão). Depois, as duas cantaram karaokê, e Lawrence descobriu que esse passatempo casual fica bem mais complicado quando você o pratica diante de uma das maiores cantoras do planeta.

Mas ainda assim, foi uma noite fabulosa, passada fora da área reservada às celebridades, o tipo de coisa que é bom para uma superestrela como Adele experimentar de vez em quando, e algo que Lawrence sabe que precisa com muito mais frequência se quiser continuar a ser uma boa atriz.

“Eu não sei se consigo atuar”, ela disse, “quando me sinto isolada das interações humanas normais”.

Sem compreender esse fato, fica difícil imaginar Lawrence fazendo um filme como “Passagem“, que estreou recentemente no serviço de streaming Apple TV+, um drama íntimo e discreto no qual ela interpreta uma engenheira militar ferida em combate que volta para casa, em Nova Orleans, para um período desconfortável de convalescença. “Passagem” é o tipo de filme independente de escala modesta que Lawrence, 32, não faz desde “Inverno da Alma“, em 2010, e é um lembrete efetivo de que quando todos os brilhos e truques do cinema de grande orçamento de Hollywood não estão disponíveis, poucas pessoas são capazes de forjar uma conexão tão poderosa com a câmera quanto Lawrence, um elo que parece sempre presente, mesmo quando ela está em repouso.

“A linha entre a vida interior de Jennifer e a lente está sempre tensionada ao máximo”, disse a diretora de “Passagem”, Lila Neugebauer.

No início de outubro, quando Lawrence me encontrou para uma bebida em um bar do West Village, ela me disse que algumas pessoas de sua equipe a haviam mantido distante de material modesto como o roteiro de “Passagem”, alertando que o público dela não entenderia o filme. “Descobri que muitos cineastas que eu realmente amava e admirava me enviavam roteiros que nem chegavam a mim”, disse a atriz.

Por fim, Lawrence percebeu que havia gente demais envolvida em tomar decisões que deveriam caber só a ela e, em agosto de 2018, quando estava terminando as filmagens de “X-Men: Fênix Negra“, ela deixou a CAA, agência que a representou por 10 anos.

“Permiti que me sequestrassem”, ela disse.

Lawrence sempre teve o dom da franqueza. Na tela, ela mostra coisas —e fora da tela, ela diz coisas— que outras atrizes, fortalecidas pela fama, tendem a manter escondidas. Talvez ela nunca tenha tido tempo de desenvolver uma couraça protetora. Quando “Inverno da Alma” saiu, a atriz tinha apenas 19 anos; no ano seguinte, ela foi lançada como Katniss Everdeen em “Jogos Vorazes” e, apenas dois anos mais tarde, recebeu um Oscar por “O Lado Bom da Vida“.

Em uma época em que novas estrelas de cinema não parecem surgir com facilidade, não surpreende que Hollywood tenha se agarrado a Lawrence como a um salva-vidas. Mas havia limites para a capacidade de Lawrence de se manter à tona. Na metade da casa dos 20 anos, depois de encerrar o trabalho na franquia “Jogos Vorazes” e passar para filmes que foram recebidos de forma bem menos calorosa, ela conseguia sentir o desânimo de seus fãs: “Minha sensação era a de que as pessoas estavam lá porque eu estava lá, e eu estava lá porque as pessoas estavam assistindo. Mas, calma aí, quem é que decidiu que aquele era um bom filme?”

Há um filme específico que a tenha feito sentir isso? “‘Passageiros’, acho”, disse a atriz, destacando um filme de ficção científica romântica muito criticado no qual ela contracenou com Chris Pratt, em 2016. “Adele me disse para não fazer o filme! Disse que achava que os filmes espaciais eram os novos filmes de vampiro. Eu deveria ter escutado.”

Em algum momento do caminho, a carreira de Lawrence tinha se tornado fabricada demais, disse Justine Ciarrocchi, amiga de longa data da atriz que mais tarde se tornou sócia de Lawrence em sua produtora.

“O modo padrão de operar dela é seguir o instinto e não a estratégia”, disse Ciarrocchi, “e quando alguém chega ao ápice do sucesso em Hollywood, o caminho escolhido pode muitas vezes privilegiar mais as aparências do que a intuição, o que é a completa antítese de como ela funciona”.

Mas, àquela altura, Lawrence havia deixado de ouvir seus instintos e começado a escolher projetos de maneira muito defensiva. “Tudo tinha como que um efeito de ricochete”, ela disse. “Eu reagia, em vez de agir”.

Depois de “Passageiros”, um filme produzido demais, ela fez “Mãe!“, de Darren Aronofsky, uma história assustadora, e o thriller sensual “Operação Red Sparrow“, para provar que havia amadurecido e deixado para trás suas origens nas histórias para adolescentes. E embora os resultados de cada um desses trabalhos fossem insatisfatórios, ela continuou a fazer filmes dos “X-Men” porque, afinal, se você é uma estrela de cinema, seu trabalho não é fazer continuações de filmes de super-heróis? Isso parecia ser parte do acordo.

Mas nada daquilo estava realmente funcionando, e Lawrence sentia que a rejeição estava crescendo. Ela tinha se tornado uma figura grande demais, e havia pessoas ávidas por derrubá-la. E, no fundo, talvez ela mesma quisesse ter um perfil menos exaltado. “Eu me sentia mais celebridade do que atriz”, disse Lawrence, “cortada de minha criatividade, de minha imaginação”.

Apontei para o fato de que que algumas estrelas de cinema terminam tão isoladas por sua celebridade que se torna impossível detectar qualquer coisa de real em suas atuações nas telas.

“Isso pode acontecer”, disse Lawrence, terminando sua primeira cerveja. “E era o que estava para acontecer comigo.”

Lawrence passou metade de sua vida em sets de TV e cinema. “Jen faz isso desde a adolescência”, Neugebauer. “Ela encontra sua marca no estúdio até de olhos vendados”.

Lawrence considera o set como um porto seguro: “Se você tem um lugar em que precisa estar todos os dias, provavelmente não perceberá que está sofrendo de ansiedade e depressão até que o trabalho termine”, disse a cineasta. Talvez seja por isso que a atriz se sentiu tão atraída por Lynsey, sua personagem em “Passagem”, que retorna do Afeganistão com um traumatismo cerebral, mas ainda assim anseia por voltar ao combate.

“Obviamente não sei o que é arriscar minha vida pelo meu país”, disse Lawrence, “mas consegui entender, lendo o roteiro de ‘Passagem’, porque estava ficando tão emocionada com relação a alguém que sente não pertencer a lugar algum, a não ser que esteja seguindo um horário rigoroso”.

Lawrence estava satisfeita por fazer do filme o primeiro projeto de sua produtora, mas, na metade de 2019, quando se viu no set do filme em Nova Orleans para interpretar Lynsey, ficou surpresa por sentir tão exposta. Não havia sotaque para adotar, nem nariz falso para usar, e nem mesmo luzes criadas pelos cabeleireiros do estúdio em seu cabelo. Era só Lawrence, em pé diante de uma câmera paciente, lidando com assuntos que pareciam extraídos de sua vida, e o filme a lembrava de “Inverno da Alma”, quando era difícil diferenciar entre o que era real e o que não era.

“Parecia muito pessoal, quase como anotações em um diário e, por isso, nem um pouco seguro”, disse Lawrence. Ela se identificava especialmente com a relação entre Lynsey e sua mãe (Linda Emond), uma narcisista complicada cujos instintos maternais só funcionam ocasionalmente. “Minha mãe e eu passamos por muita coisa, como mãe e filha”, disse Lawrence. “Mas eu acho que é uma grande sorte para mim ter um trabalho no qual posso realmente lidar com certas cicatrizes e transformá-las em algo que é tremendamente curativo”.

Lawrence classifica “Passagem” como sua produção mais difícil, por uma infinidade de razões. O cronograma de produção, já apertado, perdeu vários dias devido a ondas de calor, enchentes, tempestades de raios e uma evacuação total causada pelo furacão Barry. Porque o tempo era escasso e Lawrence tinha que partir no final do verão para se preparar para seu casamento com Maroney, todos concordaram em voltar às filmagens mais tarde. Mas as novas filmagens, que deveriam ter começado em março de 2020, desmoronaram por causa da Covid-19.

“Vinte e quatro horas antes de eu entrar no avião, recebi o telefonema sobre o cancelamento”, disse Neugebauer.

Mais conhecida por uma carreira de direção teatral, que inclui a recente remontagem de “The Waverly Gallery” na Broadway, Neugebauer estava fazendo sua estreia como diretora de longas em “Passagem”, e começou a se perguntar se um dia concluiria o filme. Mas houve um lado positivo no longo hiato compulsório. Enquanto Neugebauer editava o filme, ela ficou fascinada com as cenas que Lynsey dividia com James, um mecânico de automóveis interpretado por Brian Tyree Henry, outro personagem que está lidando com seus traumas. A química entre os dois atores era tão poderosa e convincente que a diretora começou a empurrá-la mais firmemente para uma posição central no filme.

“Sempre que eu me afastava do desempenho deles no presente da história, alguma coisa se perdia”, disse Neugebauer, que por fim acabou eliminando uma série de flashbacks sobre o Afeganistão para dedicar mais tempo às cenas atuais com Lawrence e Henry. “Você ouve muito sobre matar seus queridos, e depois tem que viver essa experiência, e isso é doloroso. Mas o filme estava mais preocupado em mostrar como lidamos com o trauma do que com o trauma em si”.

Quando a produção foi retomada, na metade de 2021, Lawrence e Henry trabalharam de perto com Neugebauer para criar novas cenas e para examinar cada linha nova de diálogo, a fim de torná-la mais honesta. A amizade entre eles é o coração vivo de “Passagem”, e é difícil acreditar que alguma vez houve uma versão do filme sem as novas cenas perfeitamente integradas entre os dois, embora Lawrence consiga identificar as emendas.

“Consigo detectar porque eu estava grávida”, disse Lawrence, cujo filho, Cy, nasceu em fevereiro. “Descobri em Nova Orleans, e posso ver a coisa na tela: ‘Meu Deus, meus mamilos estão duros. Meu rosto está mais redondo’”.

Quando começou a filmar “Passagem”, em 2019, Lawrence estava preparando seu casamento com Maroney, mas ela ainda se identificava com o medo de compromisso de Lynsey, que não quer se envolver com qualquer coisa ou com qualquer pessoa. “Quando você não se conhece totalmente, não tem ideia de onde se colocar”, ela disse. “E aí conheci meu marido, e ele me propôs que eu me colocasse naquele determinado lugar. Pensei comigo mesma que aquela ideia parecia boa, mas e se não fosse?”

Em retrospecto, Lawrence percebe que estava sentindo ansiedade quanto a se comprometer, e “isso transparecia em meu desempenho de muitas maneiras criativas diferentes, mas eu não estava consciente disso. Depois eu voltei para casa, e quando me vi com meu marido, começando a formar uma família, fiquei feliz demais por ter decidido ir em frente. Fiquei feliz por não pirar, cancelar o casamento e fugir de lá, dizendo ‘ninguém vai me capturar!’”.

Ela sentiu a mesma coisa ao assumir o compromisso de fazer “Passagem”, e Neugebauer apontou que muita gente poderia ter fugido, durante o longo hiato. Em lugar disso, elas levaram o projeto a uma conclusão e “Passagem” estreou com críticas calorosas em setembro, no Festival Internacional de Cinema de Toronto, uma culminação que ainda enche Lawrence de felicidade.

“Li uma crítica ruim quando o filme saiu, dizendo que a coisa toda parecia fácil demais, e e isso me fez rir”, ela disse. “De todas as críticas ruins, fico feliz de ter lido essa, porque é uma crítica que não cola”.

Mais tarde, quando voltei ao nosso reservado com canecos de Stella Artois reabastecidos, Lawrence terminou de enviar uma mensagem de texto e colocou seu telefone na mesa com a tela para baixo. Reparei que o protetor de seu iPhone traz as iniciais “JLM” e, porque Lawrence é grande fã da sitcom “30 Rock”, perguntei qual era a sensação de dividir iniciais com Jenna Maroney, a loira sonsa que Jane Krakowski interpreta na série.

“Pensei que eu era a única pessoa que tinha reparado nisso”, ela exclamou. “Deus, eu senti muito desgosto feminista por mudar meu nome, porque é minha identidade, é a primeira coisa que me foi dada”. Mas, em última análise, ela gostou da ideia de que, ao compartilhar um sobrenome diferente com seu marido e filho, seria capaz de alternar mais facilmente entre seu mundo pessoal e sua persona pública.

“Nasci com o nome Jennifer Lawrence, mas ele me foi tirado quando eu tinha 21 anos, e nunca mais o recuperei”, disse a atriz. “Portanto, não parecia que eu estava desistindo de nada. Aquele nome já pertence ao mundo”.

Quem ela imagina, agora, se lhe for pedido para visualizar Jennifer Lawrence? Ela pensa sobre a pergunta por um momento.

“Jennifer Lawrence é Katniss Everdeen, acho”, ela disse. “Isso é estranho?”

Lawrence não se arrepende de ter assinado para “Jogos Vorazes”, uma série de quatro filmes lançados anualmente entre 2012 e 2015. “Aqueles filmes foram fantásticos”, ela disse. “A única coisa que me preocupou foi saber que eu me tornaria famosa demais.”

Ela se enturmou rapidamente com seus colegas de elenco, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth, mas as estreias e os eventos de imprensa superlotados a faziam lembrar do clipe de “Lucky”, de Britney Spears, em que a cantora olha desesperada para fora da limusine e vê aquele mar de fãs enlouquecidos, gritando.

Rarrrrr!”, disse Lawrence, imitando o rugido da multidão. “Os meninos e eu voltávamos para o hotel, bebíamos uísque e fumávamos maconha”. Ela dá uma risadinha, e faz uma careta. “Minha sogra vai amar essa história. Mas não faço mais isso! Sou mãe!”

Como ela reagiu quando ouviu falar de “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes“, uma prequela de “Jogos Vorazes” que está pronta para estrear, estrelada pela jovem atriz Rachel Zegler, de “Amor, Sublime Amor”?

“Fez com que eu me sentisse velha como o mofo”, ela disse. “Lembro-me de ter 21 anos e pensar que, meu Deus, um dia aquilo tudo seria refeito e refeito. Mas vou estar velha demais quando isso acontecer. Estarei morta.”

A sensação é a de que Lawrence está ansiosa para deixar para trás seu período inocente. “Vamos ser honestos. Estou me aproximando cada vez mais dos 40 anos”, ela disse insistindo em que a pressão que costumava sentir “simplesmente não existe, para uma atriz na casa dos 30 anos”. No final do ano passado, ela filmou a comédia “No Hard Feelings”, em que faz par romântico com o jovem ator Andrew Barth Feldman, “e trabalhar com um jovem de 20 anos é tão deprimente”, disse Lawrence. “Eu dizia coisas como, bem, você nasceu no ano em que o YouTube foi inventado”.

“No Hard Feelings” será o segundo filme produzido por Lawrence e Ciarrocchi —”eu só quero rir por duas horas e esquecer o fato de que a América está deslizando para a autocracia”, disse Lawrence— mas há muito mais projetos em andamento. Ela está particularmente animada com “Die, My Love“, uma adaptação do romance de Ariana Harwicz, que será dirigido por Lynne Ramsay, e com a cinebiografia de Sue Mengers, uma agente de Hollywood, dois filmes em que fará os papéis principais.

Lawrence explicou que o nome de sua produtora, Excellent Cadaver, vem de uma antiga expressão siciliana sobre aceitar um contrato para assassinar uma pessoa importante. Mas será que Lawrence sente que o alvo em suas costas diminuiu, nos últimos anos?

Sim, ela disse, agora que está “Jogos Vorazes” ficou no passado há alguns anos. “Não tenho mais medo de crianças de 13 anos. Elas não têm ideia de quem eu sou”. Sua noitada com Adele e seu happy hour despreocupado comigo oferecem mais uma prova da mudança. “Posso dizer que as coisas são diferentes com base em minhas interações no mundo real, e porque agora posso me movimentar na vida sem preocupação”, ela disse. “Ainda aparece algum artigo aqui ou ali sobre eu sair usando botas Ugg, mas fora isso, Deus seja louvado, o interesse diminuiu”.

Assim, quem é Jennifer Lawrence, agora que ela já cumpriu todos os seus compromissos de franquia e pode se movimentar relativamente sem restrições? Ela me disse que antes de assinar para “Jogos Vorazes” e de ter que reavaliar radicalmente seu futuro, imaginava uma vida na qual trabalharia muito e teria uma família, mas não seria conhecida a ponto de não poder viver normalmente.

“E agora fechei o círculo, e estou meio que conseguindo a vida que imaginei”, disse a atriz. E isso é algo que ninguém poderá tirar dela, mesmo que amanhã o mundo inteiro decida ir ao Pieces.

Tradução de Paulo Migliacci

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