Ifix tem pior semana desde ameaça de tributação de dividendos dos FIIs, em junho de 2021

Ifix tem pior semana desde ameaça de tributação de dividendos dos FIIs, em junho de 2021


O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados da Bolsa – fechou a sessão desta sexta-feira (16) com queda de 0,20%, aos 2.780 pontos. Na semana, o indicador acumulou perdas de 2,99%, percentual que representa o pior resultado semanal desde junho de 2021.

Na época, estava em discussão a possibilidade de tributação dos rendimentos dos FIIs, incluída em projeto de lei (PL) que modificava a cobrança do Imposto de Renda. A proposta chegou a ser aprovada na Câmara dos Deputados, mas alguns itens que tratavam de investimentos acabaram sendo eliminados – entre eles, a tributação dos dividendos de FIIs. Na semana iniciada no dia 20 de junho de 2021, o Ifix caiu 3,14%.

O FII Riza Terrax (RZTR11) liderou a lista das maiores altas de hoje, subindo 2,3%. Confira os demais destaques do dia.

Maiores altas desta sexta-feira (16):

Ticker Nome Setor Variação (%)
RZTR11 Riza Terrax Híbrido 2,3
HCTR11 Hectare Títulos e Val. Mob. 1,85
RCRB11 Rio Bravo Renda Corporativa Lajes Corporativas 1,83
XPLG11 XP Log Logística 1,74
CARE11 Brazilian Graveyard and Death Care Cemitérios 1,42

Maiores baixas desta sexta-feira (16):

Ticker Nome Setor Variação (%)
SNFF11 Suno FoF FoF -3,49
GALG11 Guardian Logística Logística -2,55
KFOF11 Kinea FoF FoF -2,46
CVBI11 VBI CRI Títulos e Val. Mob. -2,29
MCCI11 Mauá Capital Títulos e Val. Mob. -2,2

Fonte: B3

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RCRB11 recebe última parcela da venda do décimo andar do edifício Bravo! Paulista; valor justo das lajes corporativas dos FIIs é elevado em até 15%

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Valor justo do imóvel do ONEF11 é elevado em 15%

O comportamento das cotas dos FIIs de escritório na Bolsa ainda reflete uma desconfiança no setor – um dos mais prejudicados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19. A valorização dos imóveis desses fundos, porém, afasta ainda mais o discurso de quem acredita que o home office decretou o fim do trabalho presencial. Dois fundos imobiliários reforçaram a tese nos últimos dias.

A reavaliação anual do portfólio do FII The One (ONEF11) apontou elevação de 15,10% no valor justo do imóvel do fundo, sinaliza fato relevante divulgado pela carteira nesta quinta-feira (15).

O fundo é dono do edifício The One, localizado no eixo entre as avenidas Juscelino Kubitschek e Faria Lima, em São Paulo (SP), região considerada nobre para o segmento de escritórios.

O espaço possui 10 andares e tem uma área bruta locável (ABL) de 2.254 metros quadrados. O local – que está totalmente ocupado – ainda conta com alto padrão construtivo e certificação de boas práticas ambientais.

Com a reavaliação anual, o patrimônio líquido do ONEF11 sobe de R$ 159 milhões para R$ 183 milhões, aponta o comunicado do fundo ao mercado.

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A variação reforça ainda mais a tese dos analistas que apontam um descolamento entre os preços reais dos imóveis do fundo e o valor da cota negociada na Bolsa. De acordo com o Itaú BBA, os FIIs de escritório atualmente são negociados, em média, por 69% do valor patrimonial – ou seja, um desconto de 31%.

Em relatório recente, a instituição financeira manifestou visão positiva sobre os fundos imobiliários do segmento, especialmente em relação à possibilidade de ganho de capital.

RCRB11 recebe última parcela da venda do décimo andar do edifício Bravo! Paulista

O FII Rio Bravo Renda Corporativa recebeu, nesta quinta-feira (15), a quarta parcela referente à venda do décimo andar do Edifício Bravo! Paulista, localizado na Alameda Santos, em São Paulo (SP).

A negociação do espaço – de 359 metros quadrados – é resultado do exercício de opção de venda firmado com a empresa que gerenciou o projeto de retrofit do edifício. O imóvel foi negociado por R$ 9,05 milhões.

O pagamento foi divido em quatro vezes de R$ 2,264 milhões mensais e consecutivas, sendo a última quitada agora em dezembro de 2022. As partes estão finalizando os trâmites necessários para a assinatura da escritura de venda e compra.

Com a transação, o Rio Bravo Renda Corporativa gerou um ganho de capital na ordem de R$ 2,6 milhões, equivalente a R$ 0,72 por cota. O montante representa um retorno de 18%.

Com patrimônio líquido de R$ 727 milhões, o portfólio do fundo está dividido em nove imóveis que somam uma ABL de 42,7 mil metros quadrados. A taxa de vacância atual da carteira – focada no segmento de escritórios – está em 23,3%.

Dividendos hoje

Confira quais fundos distribuem rendimentos nesta sexta-feira (16):

Ticker Fundo Rendimento
RBRY11  R$ 1,00 1,05%
HGIC11  R$ 1,10 1,03%
BLUR11  R$ 1,03 1,01%
WSEC11  R$ 1,00 0,99%
CXAG11  R$ 0,75 0,96%
IBCR11  R$ 0,80 0,92%
CPFF11  R$ 0,60 0,91%
MGFF11  R$  0,53 0,90%
RBRF11  R$ 0,63 0,89%
RBRR11  R$ 0,70 0,79%
IRDM11  R$ 0,70 0,74%
IRIM11  R$ 0,71 0,74%
RBRM11  R$ 1.186,42 0,00%

Fonte: StatusInvest

Giro Imobiliário: B3 divulga segunda prévia do novo Ifix; FII SNFF11 dobra dividendos em dezembro

Segunda prévia do novo Ifix mantém inclusão de seis novos FIIs

A B3 divulgou a segunda prévia do novo Ifix, que vai vigorar entre janeiro e abril de 2023. As mudanças iniciais – anunciadas no início de dezembro – foram mantidas e elevam de 108 para 110 o número de fundos que compõem a carteira teórica, prevendo a entrada de seis novos FIIs.

Entre as novidades anunciadas nesta primeira versão, estão três fundos de “papel” – que investem em títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário –, dois de logística, um híbrido e um de lajes corporativas. Confira a lista:

Ticker Fundo Segmento
IBCR11 CRI Integral Brei Títulos e valores mobiliários
BTCI11 BTG Pactual Crédito Imobiliário Títulos e valores mobiliários
LGCP11 LOGCP Inter Logística
RBHG11 Rio Bravo Crédito Imobiliário Títulos e valores mobiliários
RELG11 REC Logística Logística
TEPP11 Tellus Properties Lajes corporativas
WHGR11 WHG Real Estate Híbrido

Fonte: B3

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O BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCI11) é o resultado da recente fusão entre BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCR11) e BTG Pactual Fundo de CRI (FEXC11), que deixaram de ser negociados e, consequentemente, também não farão mais parte do Ifix. O BTCI11 inclusive já consta na carteira atual do Ifix em substituição aos dois fundos extintos e, agora, foi confirmado pela Bolsa na nova composição do índice.

Pela segunda prévia divulgada pela B3, outros três fundos deixariam a carteira teórica: o híbrido Industrial do Brasil (FIIB11), o SP Downtown (SPTW11), fundo de escritório criado em 2013 e o Vinci Instrumentos Financeiros (VIFI11).

A B3 divulga regularmente três prévias das novas composições dos índices: a primeira, no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira em vigor; a segunda prévia, no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira em vigor; e a terceira, no penúltimo pregão de vigência da carteira em vigor.

Ainda de acordo com a primeira prévia do Ifix, o maior peso do índice segue com o Kinea Índices Preços (KNIP11). Na sequência, aparecem Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), CSHG Logística (HGLG11), Iridium Recebíveis (IRDM11) e Kinea Renda Imobiliária (KNRI11).

FII SNFF11 dobra dividendos em dezembro e cotação dispara na Bolsa

Os mais de 32 mil cotistas do FII Suno FoF ( SNFF11) mais uma vez podem comemorar um encerramento de semestre. Nesta quinta-feira (15), o fundo anunciou que dobrou o dividendo que será pago aos investidores no mês de dezembro. Na sessão de ontem, o fundo liderou a lista das maiores altas do dia, com alta de 4,68%.

De acordo com comunicado ao mercado, a carteira depositará R$ 1,30 por cota no próximo dia 23, montante equivalente a um retorno mensal com dividendos de 1,47%.

O rendimento anunciado também é o dobro dos proventos de R$ 0,65 repassados aos cotistas nos últimos meses, refletindo o lucro acumulado e ainda não distribuído pelo fundo ao longo do semestre.

“É valido ressaltar que o fundo contava no encerramento de outubro com mais de R$ 0,42 por cota em reserva acumulada para distribuição ao fim do exercício social, em dezembro”, sinaliza o último relatório gerencial do SNFF11, divulgado em novembro.

Pela lei, um fundo imobiliário é obrigado a pagar pelo menos 95% do lucro obtido a cada semestre aos seus cotistas – embora a maior parte das carteiras opte pelo repasse parcial destes ganhos a cada mês.

A parte retida no período costuma ser depositada exatamente no final de cada semestre, como ocorreu com o SNFF11, que já havia dobrado o rendimento no encerramento do primeiro semestre.

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