Diário do Alto Vale | Roberto Ferrari deixa direção do Hospital Samária

Diário do Alto Vale | Roberto Ferrari deixa direção do Hospital Samária


Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Roberto Ferrari deixa oficialmente a direção do Hospital Samária em Rio do Sul nesta terça-feira (30). Ele ficou a frente da direção da unidade por 17 meses e nesse período conseguiu feitos marcantes como quitar cerca de 50% da dívida da unidade e fazer investimentos importantes em todos os setores.

No lugar dele assume o administrador Atilano Junk Laffin que já teve passagens pelo Hospital Misericórdia da Vila Itoupava, em Blumenau, e também pela Associação dos Hemofílicos do Estado de Santa Catarina (Ahesc).

Ao fazer um balanço de sua gestão, Ferrari lembrou que assumiu a direção num momento delicado em que as contas se acumulavam e com problemas que se não fossem resolvidos, inviabilizariam o atendimento em poucos meses. A dívida em curto prazo era de cerca de R$ 2,5 milhões. “Sabemos que muito se avançou nesses 17 meses na reestruturação e no reerguimento do Samária naquilo que é a função básica dele, ou seja, na prestação de serviço médico hospitalar no Alto Vale” disse.

Um de seus primeiros passos a frente da instituição foi a reestruturação das áreas administrativa e também de enfermagem com contratação de alguns funcionários e substituições. Outra medida adotada foi uma avaliação financeira completa que apontou o valor exato da dívida. “Chegamos a um entendimento que se permanecêssemos sem o pagamento daquelas dívidas de curto prazo, o Hospital em alguns meses poderia estar inviabilizado então reestruturamos os serviços e os custos e com isso revigoramos minimamente as receitas e conseguimos pagar cerca de 50% com recursos próprios e recursos de convênios para custeio. A outra metade dessa dívida equacionamos junto ao mercado com prazo de 10 anos para pagamento. Agora temos ainda nove anos de financiamento com prestações no valor de R$ 20 mil, bem acessível às condições de pagamento, então podemos dizer que deixamos tudo zerado”, revelou.

Ele comenta que as dívidas eram principalmente com o Governo Federal com pagamentos de Fundo de Garantia atrasado, Imposto de Renda e alguns outros impostos retidos atrasados, tanto do Hospital Samária quanto do extinto Hospital e Maternidade Samária. “Também fizemos o pagamento para um número significativo de fornecedores, de financiamentos para três bancos e pagamentos de prestação de serviço para a equipe médica. Ainda pagamos uma grande dívida ajuizada contra o hospital com relação à venda de um aparelho de ultrassom há alguns anos atrás. Hoje felizmente vivemos um momento diferente nesse aspecto”, completou.

Na área técnica o diretor diz que aumentou o número de profissionais para assistência e o quadro geral passou de 95 colaboradores para 130. “Foram basicamente todos eles na área de enfermagem, serviços gerais e higienização e limpeza. Eram serviços extremamente necessários. Ainda reajustamos o salário de vários servidores de forma pontual e nos últimos 60 dias promovemos também um reajuste no salário dos técnicos e auxiliares de enfermagem, porque o nosso era o hospital que menos pagava a esses profissionais. Isso foi um avanço no que diz respeito aos recursos humanos”, disse.

Investimentos na unidade

Ferrari cita que recentemente a unidade adquiriu novos instrumentos cirúrgicos, investimento de cerca de R$ 170 mil e a unidade ainda está em fase final de contratação de uma nova torre de vídeo para o Centro Cirúrgico o que deve facilitar o trabalho dos profissionais quanto a recuperação dos pacientes e diminuir o tempo de internação.

Outro grande projeto que deve receber investimentos de R$ 5 milhões é ampliação do número de leitos da Saúde Mental que vai passar de 34 para 62. “Hoje trabalhamos sempre com uma taxa de ocupação acima de 90% e temos claramente a necessidade de aumento pelo crescimento da demanda na região do Alto Vale e até de outras regiões. Inclusive assinamos nesta segunda-feira (29) um documento onde a prefeitura se compromete a aportar R$ 300 mil para o início da obra e ao longo de 2022 o Executivo vai garantir a totalidade de R$ 1 milhão para essa obra”.

Atualmente a unidade também realiza cerca de 270 cirurgias de média complexidade por mês e outro projeto é para a construção de um novo Centro Cirúrgico pensando nessa demanda.

Ao fazer uma avaliação de sua gestão ele diz que deixa o Samária com o sentimento de dever cumprido. “Ao longo desses 17 meses tenho a plena sensação da missão cumprida com a ajuda dos funcionários do hospital e voluntários. Conseguimos fazer a formação de uma equipe para viabilizar os projetos, a equação financeira para que a unidade trabalhasse de forma tranquila e garantir investimentos importantes. Muito se fez e muito ainda se tem por fazer e hoje quero apenas deixar meu agradecimento a direção da Comunidade Evangélica, aos membros do Conselho Diretor, aos voluntários e servidores que nos proporcionaram a oportunidade de fazer esse trabalho no Hospital Samária”, conclui.


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