Diário do Alto Vale | Lei determina corte de Espatódeas em Santa Catarina

Diário do Alto Vale | Lei determina corte de Espatódeas em Santa Catarina


Reportagem: Helena Marquadt/DAV

No passado a Espatódea era uma das árvores mais utilizadas para arborização urbana e até hoje encanta pela beleza das flores com tom laranja vibrante, mas desde 2019 o plantio está proibido em Santa Catarina, já que a espécie é tóxica para insetos polinizadores como as abelhas, mas mesmo assim, ainda é vista com frequência. Agora uma nova lei aprovada nesta semana na Assembleia Legislativa determina também o corte, medida que impacta diretamente o Alto Vale já que é comum encontrá-la pelas ruas dos municípios da região.

A árvore com características ornamentais é de origem africana e quando os animais como abelhas, beija-flor e até morcegos entram em contato com o pólen acabam morrendo. De acordo com o criador de abelhas, Roberto Schneider, que atua há mais de 14 anos na área, apesar do avanço na legislação, o melhor caminho ainda é a conscientização da população. “A gente pede que as pessoas que tem de forma particular procurem eliminar, assim como as prefeituras e que priorizem o plantio de árvores nativas da nossa região”, disse.

Criadores como ele integram um movimento pedindo o corte há alguns anos, já que segundo eles a Espatódea pode trazer um desequilíbrio ambiental e traz impactos negativos até mesmo para a agricultura visto que as abelhas são essenciais para a manutenção da flora nativa e muitas culturas agrícolas dependem da polinização feita por elas.

Em Santa Catarina a produção de mudas e o plantio já estava proibido desde 2019, a lei estabelecia multa de até R$ 1000, mas agora a mudança na lei prevê também o corte. O projeto de Lei aprovado nesta semana irá ampliar os efeitos da lei estadual 17.694 assim que for sancionado pelo governador.
Rio do Sul é uma das cidades que mais contam com espatódeas na arborização urbana.

Na capital do Alto Vale elas são encontradas especialmente na Alameda Bela Aliança. Procurada a prefeitura declarou em nota que o plantio da espécie era muito comum, especialmente na década de 60. O município declarou ainda que o corte já está previsto e que deve ocorrer junto com a revitalização da Alameda previsto para o próximo ano.

Para o autor do Projeto de Lei 279/2020, deputado Vicente Caropreso (PSDB), agora Santa Catarina terá uma legislação mais ampla que proíbe a disseminação da espécie e estimula a substituição por espécies da flora brasileira. “O objetivo é reverter o desequilíbrio ambiental que essa árvore provoca no ecossistema, como a redução de populações de abelhas nativas que vem sendo registrada no país que já causa muitos impactos na economia agrícola”, ressalta.

Além do nome espatódea, a árvore também é conhecida popularmente como bisnagueira, tulipeira-do-gabão, xixi-de- macaco ou até mesmo chama-da-floresta.


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