Diário do Alto Vale | Granizo causa R$25 milhões de prejuízos

Diário do Alto Vale | Granizo causa R$25 milhões de prejuízos


Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O município de Imbuia em parceria com a Epagri/Ciram concluiu o laudo de impacto da chuva de granizo e ventos fortes ocorrida no dia 27 de dezembro. As principais culturas atingidas foram o fumo, a cebola, o milho, o feijão e a soja. Os prejuízos chegam a quase 12 mil toneladas, o que equivale a aproximadamente R$25 milhões, sem contar os estragos causados em estruturas de telhados e coberturas.

Em razão das perdas, o município, no dia 28 de dezembro, também decretou Situação de Emergência nas áreas afetadas por quedas de árvores, destelhamentos em edificações residenciais, comerciais, públicas, queda de postes e danos na estação de tratamento de água.

De acordo com o secretário de Agricultura do município, Jaison da Silva, o laudo mostrou que as perdas ocorreram nas lavouras de milho, feijão, soja, fumo, beterraba e cebola.

“Em parceria com a Epagri fizemos um laudo técnico e a cultura que teve mais prejuízos foi o fumo por estar na fase da colheita. Na Afubra, por exemplo, nós temos conveniadas 563 famílias, dessas, 138 foram atingidas pelo temporal. Sem contar as demais perdas de coberturas de telhados e outras culturas. Se somados, o prejuízo supera os R$25 milhões”, enfatiza.

O agricultor que vive na localidade de Garrafão, Claudio Alflen, comenta que teve um grande prejuízo com a cebola plantada, bem como outras culturas produzidas para consumo próprio. Além disso, os ventos fortes e a chuva de granizo também teriam causado danos a uma das casas na propriedade e até arrancado a cobertura do galpão onde guardava implementos.

“Mais da metade da cebola que estava na roça foi danificada, mesmo ensacada uma parte, ela estragou muito. Tenho sete hectares, no preço que a cebola está sendo vendida hoje, o prejuízo é de aproximadamente uns R$200 mil. Eles não querem mais a cebola, agora vamos ter que jogar fora”, comenta.

Ele afirma ainda que todas as outras culturas que plantava em menor quantidade, apenas para consumo próprio, também foi danificada. “Das outras culturas eu tinha pouco plantado, só para o consumo da família, como aipim, batata doce. Soja e feijão também não sobrou nada”, conta.

Para Claudio, a situação é muito complicada, porque além de perder grande parte da produção, ainda terá que reformar o que foi estragado nas estruturas da propriedade. “É complicado, nos galpões foram 138 folhas de Eternit arrancados, a casa ao lado da minha onde mora a vó arrancou duas janelas e quase que a casa foi também, porque tinha muito vento. A rede de energia arrancou tudo também, ficamos três dias e duas noites sem energia até conseguirem arrumar tudo”, lembra.

José Airton da Silva é agricultor e também mora na localidade de Garrafão. Ele afirma que na propriedade dele os prejuízos não foram tão grandes, mas na propriedade do irmão o granizo castigou. “Os estragos foram muito grandes, o que tinha de milho, feijão e cebola na roça o prejuízo foi total, não sobrou nada. Eu perdi uns R$30 mil, mas meu irmão estava com a cebola toda na roça e o prejuízo dele foi de uns R$200 mil”, completa.


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