Diário do Alto Vale | Agricultores se preparam para comercializar cebola

Diário do Alto Vale | Agricultores se preparam para comercializar cebola


Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Santa Catarina é um dos estados responsáveis pela maior produção de cebola do país. Só a Região da Cebola corresponde a cerca de 75% da produção do estado e por isso, a comercialização é uma época muito esperada, não apenas pelos agricultores, mas toda a população. E diferente da safra passada quando houve quebra na produção, na safra 2021/ 2022 a expectativa de preço e qualidade do produto já animam os cebolicultores.

O presidente da Federação dos produtores de cebola de SC, Jelson Guesser, conta que a safra de cebola no Alto Vale está toda colhida e que os agricultores estão armazenando e aguardando a comercialização que deve ocorrer nas próximas semanas.

“O início de 2022 tem uma comercialização mais lenta, tendo em vista a oferta de outros estados como Rio Grande do Sul e Paraná e que tem um custo mais baixo do que a nossa, devido a questões de logística. Isso acabou suprindo o mercado e fazendo com que a comercialização ficasse mais lenta. É normal nesse início de ano, porque o estado gaúcho precisa escoar a safra também”, comenta.

Apesar da comercialização nos outros estados lentear a venda em Santa Catarina, não deve comprometer o escoamento da produção catarinense. “A tendência é que terminando o escoamento dessa safra, Santa Catarina fique sozinha no mercado e continue ofertando cebola até o mês de maio. Temos cebola de excelente qualidade”, explica Jelson.

A expectativa é que as próximas vendas superem os R$2 por quilo, visto que a cebola precoce já foi vendida por valor semelhante. “Tendo em vista a oferta de outros estados e a nossa cebola de excelente qualidade, existe a expectativa de melhora nos preços. Hoje o quilo está R$1,80, já tivemos preços melhores no fim do ano passado, mas a comercialização segue dentro da normalidade. A expectativa é que haja uma melhora nos preços, vale ressaltar que cada agricultor decide a comercialização conforme a necessidade”, pontuou.

Um agricultor de Ituporanga, que preferiu não se identificar, revelou que já vendeu cerca de 60% de toda a produção, o que equivale a aproximadamente 300 toneladas. O restante ele ainda aguarda para começar a vender no próximo mês e espera que os preços melhorem ainda mais.

“Já vendi um pouco e tenho mais para vender, vendi uns 60%, umas 300 toneladas com preço de R$1,45 até R$2. O que restou eu espero vender com preços melhores, pois só tem cebola no Sul do Brasil para ser comercializada. A expectativa é que o mercado melhore a partir de fevereiro”, avalia.

Questionado sobre as dificuldades da safra 2021/2022, ele afirma que no geral foi um plantio tranquilo e que apesar de algumas dificuldades, a produção foi satisfatória.

“Foi uma boa safra, tivemos um pouco de quebra por conta do capitão, por ter sido um ano bastante frio, de temperaturas baixas. Mas mesmo assim conseguimos uma ótima produção, de excelente qualidade”, completa.


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