Com falta de dinheiro, Caixa diminui oferta do empréstimo consignado do Auxílio Brasil

Com falta de dinheiro, Caixa diminui oferta do empréstimo consignado do Auxílio Brasil



Liberado durante o período eleitoral, a oferta do empréstimo consignado do Auxílio Brasil está sendo reduzida durante o mesmo de novembro após disponibilizar cerca de R$ 6 bilhões. A informação foi divulgada pelo jornal Extra, nesta segunda-feira (28). 

Segundo a reportagem do jornal, a diminuição dos valores ocorreu porque o orçamento está comprometido e precisa seguir os limites internacionais. A expectativa era liberar um valor de R$ 892 bilhões, mas o valor já teria chegado na casa dos R$ 994 bilhões e pode ultrapassar o posto de R$ 1 trilhão. 

O jornalão também relata que o assunto já foi debatido em uma reunião de diretores da Caixa para tratar sobre o assunto. 

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Com este cenário, a liberação do empréstimo consignado do Auxílio Brasil está restrita apenas para os clientes com boa análise de risco e sem dívidas com o banco. 

No final de outubro, a Caixa chegou a suspender por 15 dias a concessão do empréstimo consignado do Auxílio Brasil alegando problemas no sistema. Além disso, o Extra ainda aponta que um integrante do banco estatal informou que, novamente por questões técnicas, esta linha de crédito está suspensa até o dia 8 de dezembro.

Sem contar que a Caixa está liberando menos recursos para os beneficiários. Geralmente, o comprometimento dos recursos é de apenas 20% da renda do beneficiário, contra o teto de 40% do permitido por lei.  

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Empréstimo consignado do Auxílio Brasil pode virar dívida impagável

Junto com o aumento para R$ 600 de forma temporária, o governo federal permitiu que as instituições financeiras façam empréstimos do Auxílio Brasil na modalidade consignado. O beneficiário pode pegar o dinheiro emprestado e as parcelas serão descontadas de forma automática do benefício, que não pode ultrapassar 40% do programa social, cerca de R$ 180.

O empréstimo consignado conta com as menores taxas de juros do mercado, sendo que a taxa média de juros varia entre 20% e 35% ao ano. 

Em comparação com outras modalidades, o consignado é bem mais baixo. Por exemplo, o cheque especial soma juros de cerca de 320% ao ano; o rotativo do cartão de crédito pode chegar até 283%; enquanto que o empréstimo pessoal tem uma média de 120% ao ano.

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Contudo, o governo federal não estabeleceu limites para a taxa de juros que poderá ser cobrada. Desse modo, há um receio de que os bancos cobrem taxas absurdas nestes empréstimos.  Uma vez que a população de baixa renda têm as taxas mais altas de inadimplência, conforme indica a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Um levantamento feito pela InfoMoney mostra que as taxas de juros anuais podem chegar até 60% para quem pegar o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. 

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