Apple terá que permitir lojas de terceiros no iPhone

Apple terá que permitir lojas de terceiros no iPhone


A App Store pode deixar de ser a loja exclusiva de aplicativos para iPhones e iPads na Europa. Segundo o jornalista Mark Gurman da Bloomberg, a Apple planeja permitir a instalação de softwares de lojas de terceiros em seus dispositivos.

A mudança deve ocorrer devido à Lei de Mercados Digitais da União Europeia, que exige que as empresas permitam o uso de soluções de terceiros nos ecossistemas. Com a intenção de garantir “mercados abertos”, a regra passará a valer a partir de março de 2024.

App Store pode ganhar novos “concorrentes” na Europa.Fonte:  James Yarema/Unsplash 

A Lei de Mercados Digitais afeta os negócios da Apple de diversas formas. Além de permitir a presença de lojas de apps de terceiros, a regra incentiva a instalação manual de softwares baixados da internet (sideloading).

Apesar de dar mais liberdade para os usuários, a Maçã sempre alegou que o sideloading é o “melhor amigo de um cibercriminoso”. Isso porque alguns softwares baixados de fontes fora da App Store poderiam ser modificados com arquivos maliciosos.

Ambas as formas de obter novos aplicativos contornam a exigência de fazer downloads apenas pela App Store. Com isso, os desenvolvedores também não teriam que pagar taxas de 15 a 30% da Apple.

Contudo, a big tech estaria considerando exigir “requisitos de segurança” e criar uma verificação para apps externos. Então, Gurman indica que a empresa ainda poderá cobrar uma taxa relacionada a esse processo.

Novas regras da Apple para softwares de terceiros devem ser exclusivas para Europa.Novas regras da Apple para softwares de terceiros devem ser exclusivas para Europa.Fonte:  Zhiyue/Unsplash 

Mudança exclusiva para o mercado europeu

Gurman diz que as mudanças das regras da Apple devem ocorrer apenas na Europa. Entretanto, se leis semelhantes forem criadas em outras regiões, a empresa terá que permitir a presença de lojas de terceiros em mais mercados.

Embora seja uma das exigências da lei europeia, a Maçã ainda não decidiu se permitirá sistemas de pagamentos de terceiros dentro dos apps. Também não há detalhes se o iMessage se tornará interoperável com outros serviços de mensagens.

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