5 filmes e 5 séries que marcaram 2021

5 filmes e 5 séries que marcaram 2021


No que diz respeito à cultura pop, 2021 foi bastante generoso. Adiamentos remanescentes do ano passado finalmente foram lançados, os cinemas reabriram aos poucos com os protocolos de segurança e com a vacinação brasileira avançada, e o streaming continuou soberano, com a chegada de novas plataformas no Brasil, como a HBO Max (Warner) e o Star+ (Disney).

O ano foi de ineditismos e de segundas chances. Franquias que retornaram depois de anos, heróis ainda dominantes nas telonas (e, mais do que nunca, nas telinhas também), surpresa no futebol unindo todas as tribos e dois eventos em particular que fizeram história. Quando olharmos para trás, estes são os 5 filmes e 5 séries que definiram 2021, segundo o IGN Brasil:

Confira quais foram os filmes e séries que marcaram 2021, segundo o IGN Brasil. Imagem: montagem/@aliagavictorr

5 filmes que marcaram 2021

Liga da Justiça de Zack Snyder (o Synder Cut)

A segunda chance do ano vai para Zack Snyder e para todos os fãs que acreditaram no Snyder Cut, o corte com a visão do diretor para o conturbado Liga da Justiça. O LJA de 2017 passou por refilmagens, troca de diretor (Joss Whedon assumiu) após tragédia familiar de Snyder e o resultado foi… um filme-Frankenstein, estranho de assistir. E não é que o Liga da Justiça de Zack Snyder (o Snyder Cut) não só existia, como de fato melhorou a experiência?

Longe de ser perfeito (são quatro horas, e ainda há muito slow-motion e a breguice fala mais alto em certos momentos), o Snyder Cut é o melhor que um filme da Liga poderia ser e um desfecho digno para uma produção onde os bastidores foram tão importantes quanto o projeto em si.

O Esquadrão Suicida

Meio continuação, meio soft reboot, O Esquadrão Suicida de 2021 também foi outra redenção da DC Comics. Desta vez comandado pelo diretor James Gunn (de Guardiões da Galáxia), o filme não está nem aí em ser tosco, exagerado, simples e, principalmente, em ser uma obra que não tem vergonha em adaptar uma história em quadrinhos.

Destaques para a Arlequina de Margot Robbie, mais à vontade do que nunca, o Nanaue de Sylvester Stallone, pontual, mas divertidíssimo, e o Pacificador de John Cena, que basicamente justificou por que o lunático merece uma série própria na HBO Max. Ainda não me decidi se este é o filme de super-heróis definitivo do ano, pois há um certo aracnídeo duro no páreo… como filme de supergrupo, certamente merece o topo.

Duna

Difícil acreditar que demorou tanto para que Duna, uma das maiores obras da ficção científica mundial, ganhasse uma segunda chance no cinema. A de 1984, do diretor David Lynch, envelheceu como aquela comida esquecida no canto da geladeira, embora há quem aprecie — trash ou não, é um clássico. Veio o diretor Denis Villeneuve, um entusiasta e especialista do cinema sci-fi, que ao lado de um elenco verdadeiramente estelar, entregou uma adaptação à altura do livro de Frank Herbert.

Tudo é muito grandioso em Duna, das paisagens áridas de Arrakis à caracterização dos personagens e criaturas e, especialmente, do já mencionado elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac, Josh Brolin, Jason Momoa e Javier Bardem. É grandioso, sem pressa (para muitos, lento ou tedioso) e visualmente brilhante, daqueles para viver no cinema ou ver na melhor TV possível. O problema é que quando mais empolga, acaba…

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa é um ponto fora da curva no entretenimento de 2021 ao lado de uma outra série que você verá mais abaixo. É o responsável por levar massivamente as pessoas de volta ao cinema depois que a Covid-19 interrompeu vidas, adiou planos e causou enormes estragos do lado de cá, a vida real.

Porque Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa é daqueles filmes-evento do qual todo mundo quer fazer parte da conversa. A gente precisava assistir no primeiro fim de semana — de preferência, na pré-estreia ou, no máximo, na estreia. Para ter a melhor experiência possível, sem spoilers antecipados e para ser surpreendido ao lado de três ou mais gerações de fãs que queriam saber: Tobey Maguire e Andrew Garfield estão lá ao lado de Tom Holland? Quem viveu, sabe. E não esquecerá jamais.

Mas o melhor de tudo mesmo é o recomeço e a perspectiva que este capítulo traz para o Aranha de Holland, que finalmente chegou lá, onde todos queríamos vê-lo. Impossível não se empolgar com o futuro dele, que agora sim é nosso Amigão da Vizinhança.

Matrix Resurrections

Bem no finzinho, 2021 foi o ano que nos convidou a voltar à Matrix para nos reencontrarmos com Neo/Thomas Anderson (Keanu Reeves), Trinity (Carrie-Anne Moss), e de conhecermos um novo Morpheus (Yahya Abdul-Mateen II). Matrix Resurrections, quarto filme da franquia revolucionária criada pelas irmãs Wachowski em 1999, ficará marcado por dividir opiniões entre a crítica e fãs. Há quem ame, há quem odeie.

Não importa em que lado você esteja: que bom que Matrix Resurrections existe. O filme tira sarro de si mesmo e de uma indústria que só pensa em reboots e sequências de sucesso. Descompromissada, Lana Wachowski brinca com seu próprio universo e personagens nesta revisitação repleta de autorreferência, autocríticas e metalinguagem — às vezes, até demais. No fim, o grande mérito deste filme consiste na ousadia de, conscientemente, não agradar a todos, o que tem sido uma máxima no cinema “confortável e seguro” atual. O desconforto era necessário em 1999 e segue sendo em 2021.

Menções honrosas:

Velozes e Furiosos 9, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Eternos, Cruella, 007: Sem Tempo Para Morrer, Tick, Tick… Boom!, Não Olhe Para Cima e Eternos.

5 séries que marcaram 2021

WandaVision

A dominação da Marvel Studios no cinema é uma crescente desde o primeiro Homem de Ferro (2008). Em 2021, o MCU estendeu de vez seu universo compartilhado para a TV — agora, tudo está mais interligado do que nunca. O pontapé inicial foi com WandaVision, que na opinião deste humilde autor, foi a melhor em meio a Loki, Falcão e o Soldado Invernal e Gavião Arqueiro.

WandaVision começou intrigante, a gente não fazia ideia do que estava acontecendo naquela realidade — Wanda criou aquilo? Como Visão está vivo? Por que tudo está nos moldes de sitcom, séries de comédia dos Estados Unidos? O fator sitcom, homenageando diferentes décadas da TV norte-americana, é quem fez a série ser diferente e se destacar dentro de tudo o que havia sido feito no MCU. WandaVision perdeu oportunidades (Ralph Bohner, sério?) e não conseguiu se manter firme até o fim, mas tratou o luto com delicadeza e reafirmou o poder da Feiticeira Escarlate. Se for para escolher uma série neste primeiro ano de “MCU na TV”, fico com Westview.

Invincible

A maior surpresa de 2021 na TV tem só nome, sem sobrenome: Invincible (ou Invencível, em português), animação adulta do Amazon Prime Video que adapta o quadrinho homônimo de Robert Kirkman (criador de The Walking Dead), Cory Walker e Ryan Ottley. Talvez, porque pouco se falava de Invincible em meio a WandaVision, e porque o quadrinho pouca popularidade tinha aqui, no Brasil. Bom, bastou um episódio para ficar de queixo caído com aquela reviravolta.

O protagonista Mark Grayson, à sombra do pai, Omni-Man (o famoso ser mais poderoso da Terra), é um adolescente como todos nós somos algum dia. Além da “super-herança”, ele lida com a vida no colégio e relacionamentos amorosos. Nesse aspecto mundano, Grayson é como um Peter Parker moderno — dá para se identificar facilmente com o garoto. Arrisco dizer, mais uma vez, que Invincible veio para chacoalhar a indústria de adaptações de super-heróis. Era inevitável termos mais animações que fogem do formato tradicional infantil, mas foi Invencível quem tomou a dianteira.

Ted Lasso

Quem diria que seria o futebol o responsável por unir todas as tribos da cultura pop em 2021 — tal qual o Norvana de Dinho Ouro Preto. Ted Lasso é fascinante por ser uma série de futebol onde o esporte é coadjuvante. Em primeiro plano, está o otimismo inexplicável de nosso carismático personagem-título interpretado brilhantemente por Jason Sudeikis.

A segunda temporada da série do Apple TV+ trouxe mais choro do que riso, é verdade, mas boas companhias são aquelas que estão conosco em qualquer circunstância, certo? Ted Lasso is Life!

Round 6

Se no cinema Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa foi quem fez barulho, na TV, o maior fenômeno veio da Coreia do Sul. Estou falando, é claro, de Round 6, que superou todo e qualquer recorde da Netflix, serviço de streaming que distribuiu a série. Essa história, que mistura Jogos Mortais com Fall Guys, é uma nada sutil crítica à desigualdade social e miséria que assolam nosso mundo, bem como ao modo de consumo de certos entretenimentos da elite — por que a desgraça alheia é prazerosa para alguns?

Mas Round 6 tem elementos que fazem dele um hit. A começar pelo visual e caracterização dos personagens, sejam eles os competidores ou os guardas e seus macacões vermelhos e máscaras que poderiam muito bem ser representações de botões do DualShock, controle de PlayStation — mas não se engane, o significado é outro. O fato de que os jogos sejam inspirados em brincadeiras infantis deixa tudo ainda mais macabro, já que uma derrota significa a própria vida. Se você não viu Round 6, não viveu 2021.

Arcane

A responsável por tirar Round 6 do topo de séries mais vistas na Netflix, Arcane foi outra grata surpresa televisiva em 2021. A série é de League of Legends, mas você não precisa ter jogado o popular MOBA da Riot para se deleitar com a animação mais bonita do ano.

O seriado animado conta a história de origem de Jinx e Vi na periferia de Piltover enquanto disputas políticas adicionam ainda mais tensão ao violento movimento separatista que visa criar a nação de Zaun. Tudo isso com a magia única provinda do Hextech de LoL. Acredite, se você estava longe do jogo, Arcane vai te fazer querer voltar a esse universo; e caso não conhecesse antes, a sementinha do desejo será plantada.

Menções honrosas:

La Casa de Papel: Parte 5 Vol. 2, The Witcher: 2ª temporada, Succession, Chucky, Only Murders in the Building, Maid, Sweet Tooth e Bad Batch.


E você, concorda com a nossa lista? Sentiu falta de algum filme ou série? Não deixe de montar a sua nos comentários abaixo!


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